quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Falemos de coisas práticas


Sempre achei que esta questão da produtividade, de que falam os nossos políticos de aviário e de boliqueime (que, como diz o povo, "nunca vergaram a mola"), era uma falsa questão. É bem possível, também, que as suas cabecitas e falta de experiência da vida prática, não dê para mais...Porque, parece-me, deviam era falar da cupidez excessiva de muitos empresários portugueses e da falta de organização de uma boa parte das nossas empresas. Mas é sempre mais fácil atribuir as culpas aos trabalhadores e operários.
Vamos a casos concretos. Recentemente, cá em casa, precisámos de comprar pinhões para fazer Mexidos à Minhota - doce de colher que não os dispensa. Numa grande superfície (Jumbo), 200 gramas de miolo de pinhão (da Ferbar) custavam 19,90 euros. Ou seja, quase 100 euros, o quilo - e desistimos, porque era demais. No dia seguinte fomos à praça ou mercado do Pragal e, numa das bancas, comprámos 100 gramas, por 6,60. Quer dizer que o quilo ficou a 66 euros - era caro, mas bastante mais barato do que na grande superfície, e era bom. Quosque quantum demonstrandum...
E, já agora, porque é que alguns dos nossos desempregados não vão por esses andurriais abaixo (que normalmente são maninhos), por onde houver pinheiros, começam a colher pinhas, arranjam um armazém de decasque, e montam um negócio?

4 comentários:

  1. As amêndoas, as nozes e os pinhões descascados, assim como outros frutos secos, são muito mais baratos em certas lojas (e agora também vi que os eram no Mercado de Alvalade) do que nas grandes superfícies.
    Boa sugestão.

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  2. Isto das grandes superfícies, quanto a preços, é muitas vezes uma ilusão e um logro.
    Para o ano, em me lembrando, para os Mexidos, irei eu à cata das pinhas...

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  3. No Mercado, as frutas e os 'verdes' são mais baratos e incomparavelmente melhores.

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