quarta-feira, 29 de março de 2017

Citações CCCXII


As notas de música, eu trabalho-as da mesma forma que muitos pianistas as executam. Mas as pausas entre as notas - ah! é por aí que reside a arte.

Artur Schnabel (1882-1951).

Schubert / Schnabel

terça-feira, 28 de março de 2017

Pinacoteca Pessoal 123


Marcadamente figurativa, a obra do pintor suiço François Barraud (1899-1934) denuncia uma obsessiva precisão no traço das suas telas. Apesar de vida breve, atingido que foi pela tuberculose, os seus trabalhos são numerosos e atestam uma grande maturidade artística, embora não possa ser considerado muito inovador no seu exercício artístico. Esclareça-se que, do meu ponto de vista, isso não é um defeito.


O artista integra, hoje, a rubrica Pinacoteca Pessoal, sobretudo porque é um dos muito poucos pintores que eu conheço com uma tela, de 1929, dedicada, muito condignamente, ao tema da Filatelia. Possivelmente terá coleccionado selos...

segunda-feira, 27 de março de 2017

O rato da cidade e o rato do campo


Espero que os dias de chuva intensa, como ontem, tenham enchido as barragens para termos uns dias de sol. Bem preciso do bom tempo para recomeçar os meus passeios, dando uso intenso ao novo bilhete - "seniorfriendly" - dos transportes de Lisboa.

Noutro dia, mesmo com um pouco de cinzento, dei uma volta pelo renovado e airoso Cais do Sodré. Portanto, o ratito da cidade já lá andou a farejar os cantos e gostou do que viu, como a imagem acima documenta.


Hoje foi, então, altura para contar aos "primos" do campo as "novas" da cidade. Ao que parece pela imagem, não houve nenhum bicho interessado em ouvir o que o ratito tinha para contar. O único que se mexeu, quando sentiu algo a aproximar-se, foi o bichinho branco e preto, de umas grandes orelhas. Aqui fica, para testemunhar o meu passeio pelo campo.


Post de HMJ

Memórias de comer fora ou as novas refeições


                           "...a cozinha nova-rica, imitação pindérica da outra, onde os ornatos disfarçam a                                     substância, os rodriguinhos mascaram a essência."
                                             José Quitério, in Livro de Bem Comer (pg. 15)

José Quitério (1942) refere ainda e bem, no livro em epígrafe, que a nossa gastronomia, afora a "Perdiz à Convento de Alcântara", pouco tem de alta cozinha mas, em compensação, é muitíssimo variada e regionalmente muito rica e criativa.
Ganapo era, mal me fora, habituado a comer bem em casa, esportular mal uns tostões em "nova cozinha", que em Portugal não havia, salutarmente, nessa altura. Havia, sim, uns churrascos, fora de portas vimaranenses, já de frangos de aviário, mas bem braseados e acompanhados, que, depois de uns "kings" ou "pokers", jogados, nas férias grandes, pela noite dentro, deixavam os estômagos adolescentes um pouco desacompanhados e infelizes. Iamos então a Covas, a um restaurante modesto que fechava tarde, para petiscar uma ceia condigna e minhota... Mas não era, seguramente, essa fome de séculos lusitana que assegura por compensação deslocada, hoje, no seu esnobismo parolo descendente, as casas cheias dos avillezes lisboetas, que vão grassando como cogumelos, ou tortulhos - para usar a língua charra portuguesa. Deus lhes perdoe e os faça esquecer os famélicos avoengos que se bastavam com um caldo gorduroso mais uma magra sardinha, quando havia, e um naco de broa de milho. Se tanto tivessem à frente, nas pobres mesas de pinho de casas enfumaradas, pelas aldeias e pequenas cidades portuguesas de antanho. E, de manhã, antes da infrene labuta diária, à falta do cafèzinho com leite, mai-lo fresco pão com manteiga, o mata-bicho alcoólico desencadeava forças, paraísos artificiais e alegria. Hoje, felizmente, há o brunch, para esquecermos ou renegarmos os antepassados. Barata é a feira, global...

P. S.: à guisa de explicação, esta diatribe em prol da cozinha tradicional portuguesa explica-se melhor se eu disser que, ontem e em casa Amiga, por convite fraterno, comemos umas deliciosas "Tripas à moda do Porto", acompanhadas por um néctar excepcional do Dão, de que falarei mais tarde, e como bem merece.

Schubert / Fischer-Dieskau / Richter

domingo, 26 de março de 2017

Da leitura (21)


Ao que consta, Volcoens de Lama (1886) terá sido a última novela escrita por Camilo Castelo Branco (1825-1890), já então assoberbado por quase total cegueira. Obra irregular, os fiéis do romancista de Ceide hão-de lê-la, no entanto, com agrado, movimentada que é em peripécias e cenários, que vão do Porto até Goa, e cujo estilo balança entre realismo e romantismo, a que não faltam as suas doses equilibradas de drama, mas também de ironia. E com final relativamente feliz.
Ora atente-se nesta abordagem, bem humorada, de um casamento de conveniência, na página 207, desta segunda edição (1898) do romance camiliano: ... A terça da Balbina excedia trinta a trinta e cinco mil cruzados: era um dos maiores dotes dos trez concelhos visinhos.
Divulgado o projecto da doação, os duodecimos representantes dos Ratos do seculo XIV reconciliaram-se com o mano José. Emfim, trinta ou trinta e cinco mil cruzados... tinha desculpa. O amor é cego; mas o dinheiro é um optimo operador das cataractas. José Rato, com trinta mil cruzados, em Fermêdo, não era um cego de paixão, casando com Dorothêa; tinha mais olhos que um pôlvo, e podia rir-se da myopia do Argus dos cem olhos.
Dez euros me custou esta segunda edição camiliana, em muito bom estado. Dei-os por bem empregues porque a leitura deslizou apressada. E contente.

sábado, 25 de março de 2017

Lembrete 57


Há quem não goste de perder uma hora de sono, nesta madrugada, de Sábado para Domingo. Mas lá terá que ser. E, por isso, obedecendo às regras gerais, esta noite, à 1 hora, os ponteiros dos relógios terão de avançar para as 2 horas da manhã.

Uma fotografia, de vez em quando (93)


Manhã desarrumada, no limiar da Primavera... Ou, natureza morta, com livros e copo alto.

sexta-feira, 24 de março de 2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

Aquiliniana, sobre batatas


Rudimentar, mas sábia e talvez útil, esta informação agrícola colhida em Aquilino Ribeiro (1885-1963), no seu Cinco Réis de Gente (1948), assim:

"- Como se obtêm essas batatas, ó abade? Por intercessão dos santos... ou que milagre é este?
- Não é milagre, meu ilustre amigo. Qualquer pecador da serra tem esta regalia.
- Pois olhe, eu na quinta, apesar de todos os adubos, não consigo nada que se pareça.
- Não consegue, não. São privativas deste solo pobrinho. O segredo está nos três quindins: terra granita, água granita, e caganita, com perdão de Vossa Excelência."

quarta-feira, 22 de março de 2017

Galvarino Santibáñez (Chile, 1959)


19

A morte que visita as casas de repouso
tem os olhos vendados
como a prima feroz da nossa infância
que brincava connosco
à cabra-cega.


Galvino Santibánez, in Líneas de fuga (2011).



Nota pessoal: é, no mínimo, curioso que o jogo infantil da cabra-cega, em Espanha se chame Gallina Ciega e, na Alemanha, seja conhecido por: Blinde Kuh (Vaca cega). Mudam os animais patronos, mas o jogo é o mesmo. Para quem teve infância, quem não se lembra dele? Neste poema, através de uma insólita metáfora.

terça-feira, 21 de março de 2017

Citações CCCXI


Cada um dos avanços sobre o conhecimento clássico implicou a rejeição absoluta da autoridade.

Thomas Henry Huxley (1825-1895), in Lay Sermons.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Assim, uma coisa híbrida...

...entre a música clássica e a ligeira. Apropriada a esta cinzenta, incaracterística, entrada da Primavera.

domingo, 19 de março de 2017

Mercearias Finas 120


Alheira, pensava eu que provinha do uso do alho, nos seus temperos. Mas também é de tradição que terá sido uma criação engenhosa dos antigos cristãos novos portugueses para iludir os velhos cristãos e a Inquisição, fazendo-os acreditar que não evitavam a carne de porco, às refeições, e eram, por isso, católicos cumpridores.
A esta, que era de caça, e ainda estava na incubadora, na altura da foto, com os macios espinafres, a abeberar, havia que juntar-lhe batatas cozidas ou fritas, à escolha, um ovo estrelado, dos de pica-no-chão. E arroz branco, uma forma maneirinha, para quem for arrozeiro. Eu havia de sugerir um simples Duque de Viseu tinto, do Dão, da Quinta dos Carvalhais, que é sempre uma escolha que não nos deixa ficar mal, não fora ele da Sogrape, que tem pergaminhos velhos, de sangue limpo, a defender...

sábado, 18 de março de 2017

Balanço ornitológico


Duas pombas de leque, um corvo bem negro, três andorinhas jovens, que foram as primeiras do ano; quanto a gaivotas, eram mais que muitas, à beira Tejo. Vinte e três graus, que davam para preguiçar os olhos, ao sabor das ondas suaves. No regresso, não tive tempo de ver se havia pavões no pátio da Quinta.
Mas até parecia que bastava abrir a porta para a Primavera entrar por ali fora, com pézinhos de lã.

Pot-pourri sobre as coisas e o seu tempo


Os autores são inevitavelmente, e como diria La Palice, do seu tempo. As suas obras marcam um gosto, uma necessidade, atavios de moda, preocupações que andam no ar. E, a maior parte das vezes, ficam marcadas, pelos tiques dessa época. Sobrevivem os clássicos, em suma, desta quantidade inúmera que se publica e vai sendo lida, descricionariamente (tijolos ou não), pelos transportes públicos, em substituição do antigo crochet, que se fazia, ou da renda (Talvez mais úteis, quem sabe?...). Isto quanto a senhoras, que alguns cavalheiros, normalmente, iam lendo o seu jornal, até chegar ao emprego.
O livro, com cuja capa (de Manuel Rosa) abri este poste, é talvez a obra de Cesariny mais próxima do temperamente lúdico dos livros de O'Neill (Mais coerentes no seu todo, é certo.), embora muito mais anos cinquenta. E, do meu ponto de vista, não é das melhores do autor-pintor surrealista. Prefiro, de longe, a sua Pena Capital (Contraponto, 1957), mais coesa e séria, tanto quanto pode ser uma obra surrealista dessa época. Às vezes, até penso, malevolamente, que Cesariny fez a opção certa. Bem vistas as coisas, a poesia não dá para viver, mas a pintura, até pela falta de sentido crítico luso, compensa, muitas vezes.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Memória (113)

De 1964, ou de 1965 (?), lembro-me bem, no entanto, do refrão desta canção italiana que teve um grande sucesso, na altura. A música continental europeia estava já a passar o testemunho às Ilhas Britânicas, mais concretamente a The Beatles, que souberam abrir, de algum modo contra a tradição romântica da época, um novo caminho na música ligeira da Europa.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Desabafo (19)


Libertei-me do meu jornal à terça e à quinta-feira. Não, não foi só pela poupança, mas guardei-me da irritação, ao dobrar o jornal Público (que já teve melhores dias...), de ver, na última página, o mastronço beirão, com cara suína e suja de barba por fazer, a debitar alarvidades e aleivosias parvas. Eu sei que ele tem 4 filhos para criar, mas não me comovo com solidariedades cristãs: quem lhos mandou fazer, que ele não pudesse evitá-los?
Depois há coisas piores: quem o acopulou com o Mexia (que se entretém, embora molemente, com poesia) e o Ricardo Araújo Pereira (que se diverte, alegremente, por viver), num canal televisivo? Não só a escolha revela mau gosto, como falta de sentido crítico e um grande desequilíbrio. É que, no fundo, acabam por ser uns três mosqueteiros desenquadrados. Dois são inteligentes, um de esquerda e o segundo de direita, o outro é apenas atrasado mensal. Embora eu saiba que ele está a fazer um grande esforço, para se cultivar: até já frequenta o meu alfarrabista de referência, onde vai comprando uns livritos. Hoje, por exemplo, andava à procura das "Cartas Políticas (1908-1909)", de João Chagas - vejam lá onde ele ainda anda, coitado... E não as encontrou.
Tive, agora, um palpite: a criatura deve estar inscrita numa das grandes Internacionais... Qual será? Porque só assim se percebe o encantamento de alguns pascácios com a sua enormidade mental.

Do rifoneiro castelhano (10)


1. En tu casa no tienes sardina, y en la ajena pides gallina.
 (Na tua casa não tens sardinha, mas na alheia pedes galinha.)

2. Holgad, gallinas, que el gallo está en vendimias.
 (Folgai, galinhas, que o galo anda em vindimas.)

quarta-feira, 15 de março de 2017

Apontamento 97: Engano de alma ledo e cego



Ao contrário de algumas almas, perdidas, tresmalhadas ou enganadas, continuo a acreditar no Projecto Europeu, matricial e fundador, que não tem NADA a ver com os desbragados Junckers, nem com os penteadinhos Dijsselbloems. E muitos menos com os círculos de amigos merkelianos e schäublianos.

Aliás, são estes últimos que nos meteram, sobretudo no dia de hoje, num pesadelo centrado num pequeno país dos queijos, situado a Norte. Eu explico.

A desmedida atenção à Holanda, neste momento, apenas se explica pelo enfraquecimento da União Europeia, que se acentuou nos últimos anos, certamente, devido a prestações pouco credíveis.

A viragem à direita, na Europa, deve-se, contudo, a estas criaturas – por vezes até já votadas à memória curta – como Blairs e Barrosos, etc. - que utilizaram o lugar como trampolim para outros voos, denegrindo, por completo, o Projecto Europeu naquilo que tem de mais genuinamente democrático e de paz.

Não duvido que a matriz do sucesso da direita se junta aos “pafunços troikianos”, porque parece que os “excluídos” escolhem, por vias que o entendimento desconhece, os seus mais assanhados executores.

Também não tenho dúvidas de que a educação continua a ser  o único meio de elevar o bem-estar social, cultural e espiritual, embora duvido, cada vez mais, do apoio, nesta tarefa gigante, dos meios de comunicação social, frequentemente com objectivos muito diversos, duvidosos e pouco consistentes.

Post de HMJ

Outros tempos


Os tempos são outros, evidentemente, mas a margem direita do Tejo está mais bonita, passeável e amena. Se calhar, tão agradável como Ramalho Ortigão (1836-1915) a pintava, por alturas de 1870. A gente que a frequenta, agora, é que é diferente... Mas voltemos às palavras do escritor portuense, insertas em Correio de Hoje II (pg. 17):

"O Aterro está sendo desde as duas até às cinco horas o passeio predilecto da elegância da Capital. Reunem-se ali muitas carruagens, e muitas senhoras do high-life se apeiam para respirarem a brisa do mar, saudavelmente impregnada nas exalações do alcatrão. É o prazo dado às rainhas do grande e do pequeno mundo, às pálidas estrelas da aristocracia, aos astros rutilantes da finança, e el-Rei vai ali algumas vezes guiar os cavalos da sua carruagem. A senhora condessa de Edla e o sr. D. Fernando escolhem aquele ponto para os seus passeios a pé." 

terça-feira, 14 de março de 2017

As ligações perigosas


Suprimimos alguns episódios da sequência fotográfica, por redundantes, mas admitimos, com sinceridade, que o bicho era dócil e estava lá apenas para impor alguma seriedade e respeito, no acto oficial.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Divagações 121


Terei visto um peneireiro, ou terá sido apenas uma alucinação temporã da Primavera?
Seja como for, ele vinha direito a mim, no alto de um sexto andar, por onde um azul, embora inquieto, parecia também querer entrar. O bafejar ameno, acima dos 20º, permitia quase tudo, mesmo aquilo que o corpo já não poderia trazer de renascimento primaveril.
Depois, a ave vertiginosa guinou à esquerda de mim e não pude certificar-me, inteiramente, da espécie.
Como o outro, que se despediu de nós, alguns anos atrás, e que rumou a Monsanto. Esse, sim, com uma evidência visual plausível, que do alto da chaminé parecia querer dizer-nos adeus, antes de partir.

domingo, 12 de março de 2017

José Luis Sampedro (Barcelona, 1917 - 2013, Madrid)


Triunfo


Assim quero o meu prémio e a vitória:
Que uma tarde, quando me fores ler,
precises de procurar por entre as folhas
uma rosa esquecida que já não existe.
E por não a encontrares, silenciosamente,
te dirijas angustiada para a cidade
e pela vez primeira consigas ver
que o aço e os homens também podem ser cinza.
Que a rua é um rio de palavras secas.
Que, sempre que olhamos o mundo de frente,
assistimos ao fim de alguma coisa.
E, apesar de tudo,
muito lá no fundo e inexplicavelmente,
é belo conseguir ser homem até que a morte chegue.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Do que fui lendo por aí... (7)


Foram ontem pateadas no primeiro baile de máscaras no salão da Trindade as cancanistas francesas. Não sabem dançar e doiram esta respeitável ignorância com uma fealdade que lhes guarda a virtude com a hostilidade da ponta de um sabre posto à cara de quem olha para elas.

Ramalho Ortigão, in Correio de Hoje, tomo I (pg. 70).

quarta-feira, 8 de março de 2017

Citações CCCX


A intuição da mulher é, normalmente, muito mais certeira do que a certeza do homem.

Rudyard Kipling (1865-1936).

Bibliofilia 151


As revistas, ditas literárias, têm normalmente curta duração e periodicidade irregular. A falta, quase sempre constante, de um suporte financeiro estável, contribui para a sua vida errática e desaparição rápida. No século XX, os títulos que ultrapassaram a dezena de números, publicados, podem contar-se pelos dedos. Mas, talvez por isso mesmo, as colecções completas destas publicações acabam por ser raras e difíceis de encontrar à venda, em leilões e alfarrabistas.
A Contravento, que se intitulava de Letras e Artes, publicou-se de 1968 a 1971, em Lisboa, custava Esc. 20$00, o número avulso, e tinha como director Fernando Pinto Ribeiro. Contava com colaboração diversificada, que ia de Vitorino Nemésio a Jorge de Sena, passando por Herberto Helder e David Mourão-Ferreira. Como director gráfico: Artur Bual. Saíram 4 números desta revista, que a Livraria Lumière (Porto), no seu último Boletim Bibliográfico (Lote 49), tem à venda por 120 euros.
Da minha biblioteca reproduzo, em imagem, as capas dos números 1 e 2 da Contravento.


terça-feira, 7 de março de 2017

Para MR, com os melhores votos


E muitos parabéns, com estas violetas e pequeno-almoço na cama, em sendo possível...


Mais esta jovem e prendada cantora tunisina: Emel Mathlouthi, que tem uma linda voz.